quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Projeto deve fortalecer economia solidária feminista em nove estados brasileiros.

Por Tatiana Félix da Adital – No Rio Grande do Sul, a organização Guayí foi escolhida, através de edital nacional, para coordenar o Projeto Brasil Local Economia Solidária e Economia Feminista, por um período de quase dois anos.

Agora, a entidade seleciona, também por meio de edital, a equipe técnica que deve coordenar a execução do programa em nove estados brasileiros. O projeto tem início no final deste mês de janeiro e se estende até agosto de 2012.

O Edital 01/2010 abre a seleção de cinco cargos, envolvendo Coordenadora (o), 3 Assistentes Técnicas (os) e 1 Assistente Administrativa(o). Os currículos devem ser enviados para o e-mail guayi@guayi.org.br até 25 de janeiro de 2010.

Uma iniciativa do Governo Federal, através do Ministério do Trabalho e Emprego e da Secretaria Nacional de Economia Solidária, o Projeto voltado à Economia Solidária e Feminista tem o objetivo de pensar esse novo modelo econômico a partir do questionamento levantado por movimentos feministas, conforme explica Helena Bonuma, Coordenadora do Guayí. Segundo ela, as mulheres compõem a maior parte da mão de obra dos empreendimentos solidários, por isso torna-se necessário a criação de políticas públicas voltadas para as necessidades delas, já que cada vez mais ocupam o lugar de chefe da família.

Após a seleção da equipe técnica de coordenação do Projeto, deve ser aberto em fevereiro, um novo edital para selecionar três representantes em cada estado participante, a fim de que seja construído um Núcleo de Economia Feminista em cada um deles.

O Projeto Brasil Local Economia Solidária e Economia Feminista será desenvolvido nos estados do Ceará, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal.

O objetivo é o de articular políticas públicas para o fomento das atividades de grupos de mulheres, além de criar uma rede de relacionamento com a cadeia produtiva econômica solidária. “A ideia é fortalecer a rede e qualificar a economia solidária e as políticas para as mulheres”, declara.

Mais informações e edital completo no site: www.guayi.org.br.

Convênios assinados e a promessa de um grande evento de Economia Solidária

Firmar o compromisso de fazer Santa Maria a referência mundial em Economia Solidária. Foi esse o tom usado nas falas de quem assinou os dois convênios de apoio para o 1º Fórum Social e 1ª Feira Mundial de Economia Solidária, que terá como palco Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul. Os eventos acontecem entre 22 e 24 de janeiro e já tem assegurada a participação de todos os estados brasileiros e diversos países além do Brasil.


As assinaturas asseguraram para os eventos mais de R$ 400 mil, sendo R$ 120 mil de emenda parlamentar do deputado federal Marco Maia, vice-presidente da Câmara dos Deputados, com contrapartida de R$ 9,6 mil da prefeitura de Santa Maria, além de um repasse de R$ 300 mil do município para os eventos. Deste valor, o Executivo destina R$ 202,8 mil em recursos e R$ 97,2 mil em serviços de infraestrutura para o Fórum. Segundo a Irmã Lourdes, coordenadora do Projeto Esperança/Cooesperança, a cidade faz parte de uma grande agenda mundial que irá comemorar os dez anos do Fórum Social Mundial, e o fator de orgulho é que Santa Maria promove a primeira etapa dessas agendas. A Irmã ainda fez referência a Dom Ivo, grande incentivador dos eventos do cooperativismo em Santa Maria, falecido em março de 2007. “É ele que vai cuidar do tempo para nós. Vai também nos abençoar para que as atividades aconteçam sem nenhum problema”, comentou.


O ato para assinatura dos convênios teve a presença do diretor de Fomento da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego, Dione Manetti, o prefeito Cézar Schirmer, Rosana Kirsch, do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, o representante do gabinete da vice-presidência da Câmara dos Deputados, Vilmar Galvão, além de secretários municipais e representantes dos empreendimentos da Economia Solidária de Santa Maira e região.


Expectativas para o Fórum e Feira de Economia Solidária:


“Todos os fóruns estaduais estão vindo para Santa Maria. Faremos uma longa discussão e avaliação da Economia Solidária e de nossa caminhada no mundo inteiro, e também o que vai ser feito a partir daqui. O Brasil está se preparando para vir a Santa Maria, estamos juntos nessa construção, para envolver o mundo na solidariedade” – Rosana Kirsch.


“Alegra-nos participar de um ato como esse, que materializa um trabalho no qual acreditamos. Todos aqui estamos satisfeitos em poder ajudar de alguma forma, comprometidos com essa causa. Espero que tenhamos um grande evento na nossa cidade, nosso Estado e país” – Vilmar Galvão.


“Estamos ajudando a Irmã Lourdes por absoluta convicção. Um outro mundo não só é possível, como está surgindo e é isso que estamos fazendo aqui, um outro mundo, um mundo de solidariedade. Não estamos só afirmando um velho sonho, mas uma nova realidade” – Cézar Schirmer.


A partir de segunda-feira, a cidade começa a receber os participantes do 1º Fórum Social e 1ª Feira Mundial de Economia Solidária, quando inicia o Encontro Nacional de Agentes dos Centros de Referência de Economia Solidária do Brasil, que será realizado no Seminário São José. Na próxima quinta-feira (21), começam a chegar as caravanas dos empreendimentos solidários e participantes dos eventos. No mesmo dia, também terá início a organização dos espaços da Feira, concentrada no Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter. A abertura oficial será às 10h de sexta-feira (22), no palco central, depois da Caminhada Ecumênica pela Paz. No dia 19 de janeiro, a comissão organizadora dos eventos internacionais divulgará a programação definitiva do Fórum e Feira de Economia Solidária, que estará disponível no www.fsmecosol.org.br, junto a outras informações.


O 1º Fórum Social e a 1ª Feira Mundial de Economia Solidária têm promoção da Diocese de Santa Maria, através do Projeto Esperança/Cooesperança, prefeitura de Santa Maria, Banco da Esperança, Cáritas Brasileira, FBES, IMS, SENAES/MTE, SAEMA e Redes Intercontinentais de Economia Solidária. O patrocínio é do BNDES, Assembléia Legislativa, SEBRAE, SICREDI, IMS, UBEE-NNBC, MDA, SENAES/MTE e Governo Federal.


“Nós acreditávamos que Santa Maria era o melhor espaço para realizar um evento dessa magnitude”


A seguir, uma breve entrevista com Dione Manetti, diretor de Fomento da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), falando sobre a Economia Solidária no Brasil e a confiança depositada em Santa Maria.


Fórum – Qual o cenário da Economia Solidária no Brasil?
Dione Manetti – A Economia Solidária, principalmente nos últimos dez anos, vem crescendo muito no Brasil. As políticas públicas foram se desenvolvendo e, aos poucos, ampliando as condições de trabalho e renda dessas pessoas. Hoje, são 22 mil empreendimentos solidários no país, chegando a 51% dos municípios brasileiros. Esses números nos mostram que, atualmente, cerca de dois milhões de pessoas estão envolvidas com a economia solidária no Brasil.

F – Por que Santa Maria foi escolhida como palco para esse 1º Fórum Social de Economia Solidária?
DM – Santa Maria já tem uma história dentro da Economia Solidária. Ela tem histórico de feiras em nível regional, estadual, nacional e, desde 2004, de eventos que chamam para a discussão países do Mercosul. Com certeza, a feira de julho ter sido cancelada também foi um fator de reafirmação, mas não é único, pois a cidade já era uma referência no assunto mesmo antes desse episódio. Nós acreditávamos que Santa Maria era, sem dúvida nenhuma, o melhor espaço para realizar um evento dessa magnitude internacional, que nós realizaremos.

F – Qual a expectativa para os eventos?
DM – Iniciamos essa construção em julho do ano passado. Uma construção que buscou num primeiro momento garantir a mobilização dos trabalhadores da economia solidária no Brasil. Nós conseguimos ter, hoje, um cenário no qual já temos confirmadas as presenças de todos os estados brasileiros nos eventos da próxima semana. Num segundo momento, construímos uma estratégia de promoção internacional do evento, conseguindo envolver na coordenação do evento um conjunto de redes internacionais, então teremos muitas experiências de outros países. Todos os continentes do mundo estarão presentes, teremos uma representação internacional muito forte. A nossa expectativa é que Santa Maria seja, na semana que vem, a capital mundial da economia solidária e que durante o evento consigamos construir uma agenda política que permita fortalecer a economia solidária para os próximos anos.

F – Qual o futuro do Fórum Social de Economia Solidária?
DM – Santa Maria, para nós, é uma referência e continuará sendo. Com este evento, a cidade se consolida como uma referência mundial em economia solidária, isso não temos nenhuma dúvida. No mês de julho, vamos realizar normalmente a Feira nacional e a do Mercosul, como vem acontecendo nos últimos anos. Agora, em relação às próximas edições do Fórum Social de Economia Solidária, essa é uma discussão que vamos fazer aqui com as delegações internacionais que estarão presentes. A construção desse Fórum é uma construção coletiva, a nossa vontade é, obviamente, que Santa Maria se mantenha como uma das nossas principais referências mundiais de reunião de pessoas, mas com certeza teremos que conversar sobre isso com os outros países que estarão aqui.

Fonte: Fórum Social Mundial

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Boas vindas ao espaço CIRANDAS!

O que é Economia Solidária?

A Economia Solidária é um jeito de fazer a atividade econômica de produção, oferta de serviços, comercialização, finanças ou consumo baseado na democracia e na cooperação, o que chamamos de autogestão: ou seja, na Economia Solidária não existe patrão nem empregados, pois todos os/as integrantes do empreendimento (associação, cooperativa ou grupo) são ao mesmo tempo trabalhadores e donos.

A Economia Solidária é também um jeito de estar no mundo e de consumir (em casa, em eventos ou no trabalho) produtos locais, saudáveis, da Economia Solidária, que não afetem o meio-ambiente, que não tenham transgênicos e nem beneficiem grandes empresas.

Por fim, a Economia Solidária é um movimento social, que luta pela mudança da sociedade, por uma forma diferente de desenvolvimento, que não seja baseado nas grandes empresas nem nos latifúndios com seus proprietários e acionistas, mas sim um desenvolvimento para as pessoas e construída pela população a partir dos valores da solidariedade, da democracia, da cooperação, da preservação ambiental e dos direitos humanos.
O que é o CIRANDAS?

Imagine ter um site para cada empreendimento de economia solidária no Brasil, um lugar na internet para apresentar a história e o trabalho do seu grupo, ter uma vitrine de seus produtos ou serviços, fazer contatos e utilizar esse endereço virtual inclusive nos seus materiais de divulgação e cartão de visitas.

Imagine um espaço que permita a articulação entre empreendimentos solidários, seja no território, tematicamente ou economicamente, por meio de redes e cadeias solidárias. Um lugar na web em que você fique sabendo de todos os eventos, documentos, grupos e pessoas relacionados a este território, tema ou setor econômico.

Imagine uma ferramenta que possibilte organizar compras coletivamente com outras pessoas, para adquirir produtos diretamente de empreendimentos solidários de todo o país.

Imagine um instrumento que identifique empreendimentos solidários com potencial para fornecer matéria-prima para o seu grupo ou ser comprador de seus produtos ou serviços solidários.
Imagine um espaço onde você pode montar comunidades virtuais de interesses (do tipo do orkut, mas relacionados à economia solidária), ter amigos, arquivar seus documentos, ter seu álbum de fotos, organizar sua agenda de eventos e detectar eventos do seu interesse em todo o país, automaticamente.

Imagine ferramentas que possibilitem ao seu fórum estadual ou entidade localizar potencialidades de logística solidária entre empreendimentos, visualizando concentrações de oferta e demanda, e permitindo pensar na criação de novos empreendimentos solidários para fazer estas pontes.
O CIRANDAS é uma iniciativa do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (www.fbes.org.br), com os seguintes objetivos principais:

potencializar o fluxo de saberes, produtos e serviços da Economia Solidária;

oferecer ferramentas para a constituição de consolidação de redes e cadeias solidárias;

ser um espaço de divulgação da economia solidária e de busca de seus produtos e serviços;

permitir a interação entre vários atores em comunidades virtuais e espaços territoriais, temáticos e econômicos.

O que é o Fórum Brasileiro de Economia Solidária?

O Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) é um instrumento do movimento da Economia Solidária, um espaço de articulação e diálogo entre diversos atores e movimentos sociais pela construção da economia solidária como base fundamental de outro desenvolvimento sócio econômico do país que queremos.

O FBES tem duas finalidades principais:

Representação, articulação e incidência na elaboração e acompanhamento de políticas públicas de Economia Solidária e no diálogo com diversos atores e outros movimentos sociais ampliando o diálogo e se inserindo nas lutas e reivindicações sociais;

2. Apoio ao fortalecimento do movimento de Economia Solidária, a partir das bases.

Para isso, estrutura-se hoje em mais de 120 Fóruns Microrregionais e 27 Fóruns Estaduais em todo o país, em que participam mais de 3.000 empreendimentos solidários (associações, cooperativas e grupos nos campos da produção, do consumo, dos serviços e da comercialização), 500 entidades de assessoria (ONGs, sindicatos, igrejas e incubadoras universitárias) e 100 representantes de governos municipais e estaduais organizados na rede de gestores.
Fonte: Ciranda

Mais de 75 mil pessoas devem visitar a 15ª Fiart

A Feira Internacional de Artesanato (Fiart) acontece em Natal, entre os dias 22 e 31 de janeiro no Pavilhão das Dunas do Centro de Convenções. Na sua 15ª edição, traz como tema "A arte do mundo na vitrine potiguar". A expectativa é de que mais de 75 mil pessoas visitem os mais de 350 estandes durante os dez dias de evento. O horário de visitação será das 16h às 22h e a entrada custa R$ 3 ou um quilo de alimento não perecível.De acordo com o coordenador geral da feira, Neiwaldo Guedes, essa edição promete ser a maior em número de visitantes e vendas.
"Em 2009 recebemos pouco mais de 60 mil pessoas. Para esse ano, as estimativas são bem altas e o evento deve facilmente ultrapassar esse número. Quanto às vendas, ano passado foi arrecadado cerca de 5 milhões. Para essa edição, o esperado é um incremento de 10% comparado à última edição", prevê.Umas das novidades deste ano será o Mercado Fiart, onde serão expostos e comercializados produtos regionais de agricultura familiar, uma iniciativa realizada em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura.
"É uma oportunidade para os produtores do interior, exibir seus produtos e comercializá-los. São produtores de Ceará-Mirim, Taipu, Lajes, que mostram um pouco da culinária local, afinal, a gastronomia também é cultura e merece ser valorizada", diz. Entre as iguarias estarão os tradicionais queijo de coalho, carne-de-sol, mel de engenho e até mesmo alguns mais exóticos. "O sorvete de leite de cabra produzido em Lajes, está sendo muito comentado e é uma das apostas para a Fiart 2010", acredita Neiwaldo.Programação Dentro das atividades culturais haverá o 8º Festival de Danças Folclóricas e Contemporâneas, do qual devem participar mais de 1.400 artistas, entre músicos e bailarinos. Cerca de cinco tribos indígenas do Amazonas também devem comparecer à feira.
"É uma ótima maneira de conhecermos o mundo indígena, sem ser pelas páginas de livros", informa Neiwaldo. O já conhecido Salão de Mestres vai expor obras de 12 artesãos potiguares de tipologias diferentes, como bordado, cerâmica, palha de carnaúba e santos de madeira e barro. O principal painel decorativo da feira será a reprodução da fachada do Mercado Público de Ceará - Mirim. Serão 1.380 expositores de todo o RN, além de estados como Paraíba e Ceará. Até mesmo o artesanato de outros países será mostrado.
"São ao todo 18 países participantes e esse ano temos as estréias de Cuba, Síria, Guatemala e Japão. Enviamos convites às embaixadas e eles prontamente enviam representantes para mostrar um pouco da cultura dessas nações", explica o coordenador. Outro diferencial da edição é a criação do Prêmio Fiart. Os visitantes poderão votar escolher a melhor peça exposta, considerando os critérios de criatividade e beleza.
"Depois de uma pré-seleção, com 15 candidatas a melhor peça, o público vai ter a oportunidade de votar e eleger que considerou o melhor da feira. Isso dá uma visibilidade grande a esses artesãos, além dos três primeiros colocados receberem um prêmio em dinheiro ainda a ser definido, temos um retorno do que agradou mais ao público", opina.Para a titular da Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas) Rose de Souza, "A Fiart já se consolidou no calendário cultural da cidade. É importante para o desenvolvimento dos artesãos, não só da capital, mas também de todo o Estado e a valorização da cultura local", afirma.

Cidadania nas praias de Natal


Prefeitura desenvolve diversas ações em prol de natalenses e turistas a partir de hoje, em tendas instaladas à beira-marAndrielle Mendes // Especial para o Diário de Natal

Quem visitar as praias urbanas de Natal hoje vai encontrar quatro tendas espalhadas em Ponta Negra, Redinha, Praia do Forte e dos Artistas. A ação faz parte do projeto Verão da Gente, da Prefeitura de Natal, e tem como objetivo oferecer pontos de informação e conscientização para o turista e o natalense nos locais que mais registram concentração de pessoas no verão. De acordo com o coordenador do projeto, o ouvidor do município João Paulo Galvão, a estrutura vai permanecer montada nas praias, das sextas aos domingos, até o final da alta estação.

Ponta Negra é um dos locais que vão receber a iniciativa de sexta a domingo Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press Segundo João Galvão, uma equipe formada por educadores das secretrarias de Saúde, Meio Ambiente e Urbanismo, Esportes, Assistência Social vai estar à disposição de turistas e natalenses nos quatro pontos durante o horário de funcionamento, que vai das 9h às 15h - horário que registra maior número de pessoas nas praias urbanas. Cada tenda é coordenada por um servidor da Secretaria Municipal de Relações Interinstitucionais e Governança Solidária (Serig) e cada secretaria é responsável por uma função diferente. A Secretaria de Saúde disponibiliza profissionais da área de saúde para verificar pressão arterial e realizar atendimento médico na praia. Já a Secretaria de Esportes mantém educadores nos quatro pontos para incentivar a prática de esportes e exercícios físicos. Os educadores da Secretaria de Assistência Social e do Trabalho (Semtas) vão percorrer as praias de Ponta Negra, Redinha, Praia do Forte e dos Artistas para identificar situações de vulnerabilidade social e evitar que situações como exploração sexual de crianças e adolescentes, trabalho infantil e medicância ocorram nesses pontos.A Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo vai enviar educadores ambientais para conscientizar turistas e natalenses sobre a necessidade de manter a praia e a cidade limpa, jogando o lixo nas lixeiras espalhadas pela orla. Para contribuir com essa ação, a Urbana vai aumentar o número de funcionários na orla marítima e distribuir lixeirinhas para que cada visitante guarde seu próprio lixo e o deixe nas lixeiras nada Urbana quando decidir deixar a praia. Para ele, a medida é necessária devido ao volume de lixo recolhido pela Urbana todos os dias nas praias de Natal. "Por mais que a Urbana faça a limpeza na praia no momento que o turista se encontra no local, a limpeza geral só pode ser realizada depois que os visitantes deixam a praia. Se o turista produzir muito lixo pela manhã, a praia vai estar imunda a tarde", explica.
Preços
O coordenador do projeto informa que os membros da Guarda Municipal também vão permanecer nas tendas durante todo o final de semana, onde realizarão rondas nas praias. Uma agência do Procon vai ser instalada nas quatro tendas para notificar casos de diferença de preços para turista e para natalense. O que segundo ele é ilegal. De acordo com João Galvão, as ações previstas no projeto começaram a ser implantadas na primeira semana do verão.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Prefeitura lança Verão da Gente

Projeto que integra várias secretarias municipais trará benefícios promoverá ações educativas junto aos natalenses e turistas

Fazer o turista que visita Natal ser bem recepcionado e ao mesmo tempo promover o bem-estar da população natalense, com ações de orientação e conscientização. Esses são só alguns dos objetivos do projeto “Verão da Gente”, lançado na manhã desta terça-feira (12) pela prefeita do Natal, Micarla de Sousa. A apresentação do projeto ocorreu no salão nobre do Palácio Felipe Camarão.

Sob a coordenação do Ouvidor Geral do Município, João Paulo Galvão, o Verão da Gente inclui ações das secretarias municipais de Turismo (Seturde), Urbanismo (Semurb), Serviços Urbanos (Semsur), Gabinete (Segap), Saúde (SMS), Mobilidade (Semob), Assistência Social (Semtas), Comunicação (Secom), Obras (Semopi), Defesa Social (Semdes), Esportes (Sejel), Relações Institucionais (Serig), Ouvidoria Geral, Funcarte e Urbana.

De acordo com a prefeita, mais do que um momento festivo, o verão é um momento para educar os natalenses quanto à preservação da cidade. “Este é um projeto educativo. Com a previsão de receber neste mês de janeiro mais de 200 mil turistas na cidade, não tem Urbana que dê jeito na limpeza das praias. Por isso, reuni meus secretários para colocar em prática um plano com ações integradas e efetivas de conscientização para que a população e, consequentemente, os turistas que nos visitam possam perceber como Natal está sendo bem organizada, limpa e iluminada”, explicou Micarla de Sousa.

Nas praias serão instaladas quatro tendas fixas, além de tendas itinerantes que percorrerão os corredores turísticos, onde uma equipe de servidores municipais fará a distribuição de sacolas de lixo, panfletos educativos sobre prevenção do câncer de pele, DST's, coleta seletiva do lixo e educação no trânsito. Segundo João Paulo Galvão, a atuação das equipes estará concentrada nos locais de maior fluxo de pessoas e que, portanto, necessitam de uma maior presença do poder público. “O turismo é a nossa principal atividade econômica. É importante realizar uma série de atividades para promover bem-estar aos natalenses e turistas”, declarou.

Dentro do projeto a Urbana trabalhará diariamente com uma equipe de 104 homens na limpeza das praias de Ponta Negra, do Meio, Areia Preta, do Forte e da Redinha. Os calçadões das praias urbanas também serão lavados com detergente a cada dois dias, os corredores turísticos serão limpos e canteiros pintados. “Este ano o diferencial na limpeza das praias é que teremos equipes atuando à noite”, completou o diretor de operações da Urbana, Francisco Costa.

As primeiras ações do projeto serão iniciadas nesta sexta-feira (15), se estendendo até o dia 21 de fevereiro nas praias de Ponta Negra, Areia Preta, do Meio, dos Artistas, do Forte, Redinha e na Via Costeira, além de pontos turísticos como o Morro do Careca, Fortaleza dos Reis Magos, Bosque dos Namorados, Praça da Árvore, Midway Mall, Natal Shopping, Praia Shopping, Estrela de Natal, Rua Chile, Catedral Velha, mirante da Ladeira do Sol, Presépio de Natal, Machadão, Aeroporto e Rodoviária.

Turistas terão descontos de até 50%

Os turistas que chegam a Natal terão direito a tratamento diferenciado nesta alta temporada. O projeto “Verão da Gente” está oferecendo o “Passaporte Verão”, através do qual os visitantes terão direito a descontos que variam de 5% a 50% em dezenas de empresas, como restaurantes, bares, locadoras de veículos, lojas de perfumaria e moda feminina, voltadas para o atendimento aos turistas.

A Prefeitura do Natal vai instalar balcões de atendimento no Aeroporto Internacional Augusto Severo, shoppings e hotéis, onde os turistas poderão retirar o Passaporte Verão, que ainda contém informações como mapas das praias, pontos turísticos, telefones úteis e a relação dos estabelecimentos que oferecem os descontos nas compras.

“Há quatro semanas fizemos a divulgação do Passaporte Verão junto a entidades como ABIH, CDL, Abrasel e Abav que apoiaram a iniciativa. Então, os turistas que chegarem à cidade já estão sabendo deste benefício”, ressaltou o secretário municipal de Turismo, Francisco Soares Júnior.

Convênios Federais

De acordo com o convênio 723580, a Associação de Apoio às Comunidades do Campo do RGN receberá do Ministério do Trabalho R$1.499.824,88.
Objetivo: promover o desenvolvimento local através do fomento, e/ou fortalecimento de empreendimentos de economia solidária por meio de Agentes de Desenvolvimento Solidário do Programa Economia Solidária no âmbito dos 54 municípios abrangidos na região Nordeste 1 – dia 8, foram liberados R$ 750 mil.
E de acordo com o convênio 702258, o Instituto de Assessoria à Cidadania e ao Desenvolvimento SUST receberá do Ministério do Desenvolvimento Agrário R$ 462.720,00 - R$201.760,00 já foram libereados no dia 7.Ah, o motivo é “Fortalecer os processos de agroindustrialização, e de comercialização da produção, ambos em formas associativas, nos assentamentos do INCRA no RN, contribuindo assim para o bom êxito das ações do Terra do Sol”.
Fonte ( com modificações ): Coluna Eliana Lima